[Beta] Sobre a identificação de fontes de tráfego

Resumo: Use a identificação de fontes de tráfego para determinar as fontes de mídia, as campanhas e os canais de origem para cada visita na web, usando os parâmetros de URL e os dados de referrer disponíveis no carregamento das landing pages. Você terá acesso ao contexto do tráfego necessário para atribuir eventos da web posteriores com precisão, incluindo o evento de aquisição de usuários.

O que é a identificação de fontes de tráfego?

Para a atribuição da web, o carregamento de landing pages (visita na web) é o primeiro engajamento do usuário com o site. A AppsFlyer se baseia nas informações disponíveis atualmente, como parâmetros de URL e dados de referrer, para identificar a fonte de mídia, a campanha e o canal do usuário.

Esse processo, conhecido como identificação de fontes de tráfego, determina a fonte de mídia e as informações da campanha a partir de parâmetros de URL. A AppsFlyer registra e prioriza esses parâmetros para determinar o contexto inicial da fonte de tráfego de uma visita.

A identificação de fontes de tráfego é um processo pré-atribuição. Os parâmetros identificados podem ser substituídos posteriormente durante o processo de atribuição.

O papel da identificação da fonte de tráfego não se limita à visita. O resultado fornece o contexto da fonte de tráfego que o processo de atribuição usa para eventos da web posteriores, incluindo o evento de aquisição de usuários.

Entender o mecanismo da identificação de fontes de tráfego é essencial para criar URLs precisas. Para saber como criar uma URL bem estruturada, veja o artigo sobre a escolha de parâmetros de atribuição para URLs de landing pages.

O fluxo de identificação de fontes de tráfego

A identificação de fontes de tráfego segue um fluxo estruturado em várias etapas que cria progressivamente o contexto de atribuição para cada visita à web. Cada etapa contribui com uma camada específica de informações, desde a gravação da visita até a classificação do tráfego para relatórios. Os dados usados pelo fluxo de identificação de fontes de tráfego são registrados pelo Web SDK ou pelo Web S2S.

O fluxo consiste nas seguintes etapas:

  1. Gravação de visita: Registra a chegada do usuário ao site e grava um evento de visita, mesmo quando a fonte do tráfego ainda é desconhecida. Isso garante que todas as entradas de usuários elegíveis sejam mensuradas antes que a lógica de atribuição seja aplicada.
  2. Identificação de fontes de mídia: Analisa parâmetros de URL e dados de referrer para identificar a plataforma ou o parceiro que impulsionou a visita, bem como determinar se a visita é orgânica.
  3. Identificação de campanhas: Determina os detalhes granulares de campanhas associados à fonte de mídia identificada, permitindo uma análise precisa de performance.
  4. Classificação de canais: Atribui cada visita a um canal de tráfego principal com base na fonte de mídia identificada, fornecendo uma visão padronizada para relatórios e análises.

Etapa 1: Gravação de visita

A gravação de visita é a etapa inicial no fluxo de atribuição da web da AppsFlyer. Ela acontece antes da identificação e atribuição da fonte de mídia, atuando como uma camada de pré-processamento que registra a atividade original do usuário.

A lógica tem duas fases. Primeiro, ela classifica o referrer (o domínio de origem do usuário antes de chegar ao seu site). Depois, com base no tipo de referrer, ela avalia a sessão do usuário e a presença de informações da fonte de mídia para decidir se deve gravar a visita.

Fase 1: Classificação do referrer

A AppsFlyer classifica o referrer em um dos três tipos:

  • External excluded (por exemplo, um processador de pagamento ou qualquer domínio que você excluiu do rastreamento)
  • Internal excluded (por exemplo, seus próprios subdomínios ou fluxos de login)
  • Else (todos os outros referrers)

Fase 2: Avaliação da sessão e gravação de visita

Com base no tipo de referrer, a AppsFlyer avalia a sessão e decide se a visita será gravada:

  • External excluded: A visita nunca é gravada.
  • Internal excluded: A atribuição baseada em referrer é suprimida, porque o referrer não é uma fonte de aquisição real.
    • Se houver uma sessão ativa (uma sessão é considerada inativa após 30 minutos de inatividade; caso contrário, ela está ativa), a visita não será gravada.
    • Se não houver sessão ativa, a visita será gravada, mas o referrer será considerado self-referral e será ignorado. A visita é gravada como orgânica, a menos que a URL inclua parâmetros de atribuição (UTM, PID, ID de clique, etc.).
  • Else:
    • Se não houver sessão ativa, grave a visita. Uma nova sessão conta como uma nova visita, independentemente de outras condições.
    • Se houver uma sessão ativa e uma fonte de mídia indireta (UTM, PID, ID de clique, etc.), grave a visita. Essa revisita pode acionar uma conversão de retargeting (reengajamento), que é usada para atribuir eventos posteriores.
    • Se houver uma sessão ativa e nenhuma informação da fonte de mídia, não grave uma nova visita durante essa sessão.
traffic resolution flow

Etapa 2: Identificação de fontes de mídia

O processo de identificação de fontes de mídia determina se uma visita é:

  • Não orgânica: Uma fonte de atribuição específica é encontrada.
  • Orgânica: Nenhuma fonte de atribuição é encontrada (por exemplo, o usuário digitou a URL diretamente ou usou os favoritos).

Durante o processo de identificação de fontes de mídia, a AppsFlyer determina a origem de uma visita na web ao avaliar parâmetros extraídos do caminho da URL da landing page e da string de consulta.

Para obter os melhores resultados, use os parâmetros específicos da AppsFlyer, como pid e af_campaign, que fornecem o mais alto nível de granularidade e controle. A AppsFlyer também reconhece parâmetros padrão da indústria, como tags UTM e IDs de clique, permitindo que você comece sem necessidade de alterar sua configuração de mensuração de anúncios.

A AppsFlyer segue uma ordem de prioridade para identificar a fonte de mídia. O processo é interrompido assim que uma fonte é identificada, e nas seguintes etapas:

1. Excluir domínios

Primeiro, a AppsFlyer verifica se a visita tem origem em um domínio na sua lista de exclusão. Se o domínio for excluído (por exemplo, seu domínio interno ou um processador de pagamento como o PayPal), a visita será automaticamente ignorada ou classificada como orgânica.

Para obter mais informações sobre como especificar os domínios excluídos ao adicionar um aplicativo web à AppsFlyer, confira os domínios excluídos.

2. PID da AppsFlyer (ID de parceiro)

Se o domínio não for excluído, a AppsFlyer buscará o parâmetro pid= na URL.

  • Se for encontrado, a fonte de mídia é extraída diretamente do valor.
  • Os seguintes parceiros de redes sociais usam rótulos de exibição específicos em vez do valor original do parâmetro de URL.
Parâmetro de URL (PID) Nome de exibição da fonte de mídia
pid=iossearchads_int Apple Search Ads
pid=facebook_int Facebook Ads
pid=metweb_int Facebook Ads
pid=twitter_int Twitter
pid=twitterweb_int Twitter
pid=googleads_int googleadwords_int
pid=tiktokweb_int tiktokglobal_int
pid=snapweb_int snapchat_int

3. Parâmetros UTM

Se nenhum PID for encontrado na URL, a AppsFlyer avalia os parâmetros utm_source e utm_medium para identificar a fonte de mídia. A identificação resultante é determinada pela combinação desses dois campos.

Como funciona a lógica de UTM

  • Na maioria dos casos, a AppsFlyer determina a fonte de mídia ao extrair o valor original de utm_source e usá-lo como fonte de mídia.
  • Se utm_medium for email, mail ou e-mail, a fonte de mídia é determinada automaticamente para e-mail.
  • Se utm_medium estiver presente e não for um valor de e-mail, a AppsFlyer verifica o valor com base em regras de mapeamento personalizadas específicas (consulte a tabela de mapeamento abaixo).
  • Se utm_medium estiver ausente ou não corresponder a nenhuma regra personalizada, a AppsFlyer volta a usar utm_source como fonte de mídia.

Regras de mapeamento da UTM

utm_source utm_medium Canal de mídia
Google cpc / ppc / paidsearch / paid_search / paid-search / search / paid googleadwords_int
Google cpm / display / banner / video / listing dv360_int
dfa / dbm / dcm / doubleclick CPM (custo por mil impressões) dv360_int
Facebook / FB / Meta cpc / ppc / cpm / cpa / paidsocial / paid-social / paid_social / paid Facebook Ads
Bing / Microsoft / MS cpc / ppc / paidsearch / paid_search / paid-search / search / paid bingsearch_int
Yahoo / Gemini cpm / display / listing yahoogemini_int
twitter cpc / ppc / paid / paidsocial / paid-social / paid_social Twitter
Snapchat / Snap swipe / cpc / ppc / paid / paidsocial / paid-social / paid_social snapchat_int
Pinterest cpc / ppc / paid / paidsocial / paid-social / paid_social pinterest_int
tiktok cpc / ppc / paid / paidsocial / paid-social / paid_social tiktokglobal_int

4. IDs de clique

Se nenhum parâmetro PID ou UTM estiver presente na URL, a AppsFlyer tenta identificar a fonte de mídia usando IDs de clique, que são identificadores exclusivos anexados automaticamente às URLs por ad networks específicas.

A AppsFlyer usa o seguinte mapeamento de IDs de clique para atribuir a visita:

Parâmetro de ID do clique Fonte de mídia identificada
gclid, wbraid ou gbraid googleadwords_int
msclkid bingsearch_int
twclid Twitter
vmcid yahoogemini_int
sccid snapchat_int
li_fat_id linkedin_int
ttclid tiktokglobal_int
tbclid taboola_int
ob_click_id outbrain_int
dicbo outbrain_int
yclid yandex_int
rdt_cid reddit_int

Observação

  • A AppsFlyer não usa fbclid para identificar fontes de tráfego porque a Meta anexa o código a cliques pagos e orgânicos do Facebook. Para atribuir o tráfego à Meta, inclua pid=facebook_int ou defina utm_source ao valor da fonte relevante da Meta.
  • O parâmetro dclid não é usado para identificar fontes de mídia. dclid é um identificador do Campaign Manager 360 (CM360) que pode acompanhar outros IDs de clique, como fbclid (Facebook) ou ttclid (TikTok), quando o CM360 é usado. Usar somente dclid pode resultar em uma identificação incorreta.

5. HTTP referrer

Se nenhum parâmetro de consulta (PID, UTMs ou IDs de clique) for encontrado na URL, a AppsFlyer usa http_referrer para identificar a fonte de tráfego. Isso depende de um mecanismo interno de análise que extrai o host do domínio, mapeando-o para uma fonte de mídia.

O mecanismo de análise

Para identificar a fonte, a AppsFlyer limpa a string de referrer ao:

  1. Extrair apenas o host da URL
  2. Remover sufixos de domínio (domínios de primeiro nível como .com, .org ou extensões como .co.uk)
  3. Remover prefixos de domínio (como www., m., l. ou lm.)

Exemplo: Um referrer de www.mywebsite.com?param=example é associado a uma fonte de mídia de mywebsite.

Regras de mapeamento de referrers

Se o host contiver... Fonte de mídia identificada
mail. ou outlook. E-mail
t.co twitter
googleads.g.doubleclick.net googleadwords_int
tpc.googlesyndication.com dv360_int

Mapeamento de mecanismos de busca

Se o host contiver... Fonte de mídia identificada
google. Google Search
search.yahoo Yahoo Search
bing.com Bing Search

Referrers de aplicativos Android

Se a visita for originada um aplicativo Android, o host do referrer será mapeado da seguinte forma:

String de referrer do aplicativo Fonte de mídia identificada
com.google.android.googlequicksearchbox Google Search
com.google.android.gm E-mail
com.linkedin.android linkedin
com.twitter.android twitter
org.telegram.messenger telegram

Etapa 3: Identificação de campanhas

Depois que a fonte de mídia for confirmada na Etapa 2 ou 3, a AppsFlyer tenta identificar os detalhes de campanha específicos.

A AppsFlyer extrai informações de campanha dos seguintes parâmetros de URL, em ordem de prioridade:

Parâmetro(s) de URL  Mapear para Ordem de prioridade
c, af_campaign, utm_campaign Campaign name
  1. c
  2. af_campaign
  3. utm_campaign
af_c_id, af_campaign_id Campaign ID
  1. af_c_id
  2. af_campaign_id
af_adset Ad set name
af_adset_id Ad set ID
af_ad Ad name
af_ad_id Ad ID
af_keywords Keywords

Etapa 4: Classificação de canais

Além de identificar a fonte de mídia, a AppsFlyer classifica automaticamente cada visita em um canal. Essa classificação oferece uma visão geral do tipo de tráfego nos relatórios de dados brutos e no dashboard.

As categorias de canais incluem:

  • DIRECT: O usuário digitou a URL diretamente ou usou os favoritos. Nenhuma fonte de atribuição é identificada.
  • ORGANIC_SEARCH: Tráfego não pago de mecanismos de busca como Google, Yahoo e Bing.
  • SOCIAL MEDIA: Tráfego proveniente de plataformas sociais. 
  • EMAIL: Tráfego de campanhas de e-mail ou provedores de serviços de e-mail.
  • AD: Tráfego gerado por anúncios pagos.
  • REFERRAL: Tráfego de outros sites, identificado por meio do referrer.
  • OTHER: Tráfego que não corresponde a nenhuma das categorias acima.

Observação: Cada visita é atribuída a um canal. A classificação é automática e determinística, com base na fonte de mídia identificada e no método de atribuição.